SENTIDOS PROIBIDOS
Descobres que na estrada da vida há Sentidos Proibidos, Únicos, por vezes as manobras são perigosas, acidentam-te a alma, outras tantas segues caminhos desconhecidos que te levam além do Desejo e do Sonho. Inseguro? Arriscado?Talvez ...
04 de Abril de 2011

 

 

P.S. Eu digo sempre que as melhores coisas não se vêem, acrescento, para alguns, só para alguns...

Da Autoria de Diana V. - Diana V. às 01:31 Elo dos Sentidos Únicos
01 de Março de 2011

Da Autoria de Diana V. - Diana V. às 01:22 Elo dos Sentidos Únicos
07 de Fevereiro de 2011

 

 

 

 

Meu Amor,

 

Oscilo sempre entre extremidades, nunca me senti inspirada pelo meio-termo, nem pelo cinzento que nos veste a alma num semi-luto que não sendo, não deixa de o ser, nós somos todas as razões erradas que nos possam definir, porque ao Amor, esse que gritamos até nos faltar a voz entre as paredes mudas de um quarto, ou que dizemos no silêncio de um olhar enquanto a vida nos acontece, deram-lhe vida os poetas por páginas virgens e imaculadas, cor os artistas em pinceladas de desatino dispersas por brancas telas, contornos vívidos os artesãos e melodia as mãos do pianista, mas nunca se ouviu falar de um cientista ou de um matemático que lhe tivesse encontrado uma fórmula certa.

O meu Mundo estremeceu no dia em que vieste a correr para mim e me pediste um abraço como se fosse um último desejo de um condenado no corredor da morte, quando os teus braços me envolveram, tremi e deixei cair todas as máscaras que me protegiam, nenhuma das minhas personagens fazia sentido perante a tua coragem. Sabes, a loucura sempre me soou a verdade, reconheço-me nela, e para mim nada é mais sublime que a espontaneidade de um gesto. Naquela fracção de segundos em que razão alguma te deteve, existimos apenas nós, numa página vazia sem cenário ou personagens secundárias, e eu, sem conseguir sequer pensar, deixei-me ficar cativa naquele abraço tão maior, não porque era a opção certa, mas porque era ali que eu queria estar. A proximidade do teu corpo inebriou-me os sentidos e despertou o desejo, latente desde o dia em que os nossos olhos se cruzaram numa qualquer tarde de Verão.

Meu Amor, por todas estas razões erradas que encontro em nós, apetece-me, num insano acto de tentar ser gente, dessa que sente, fazer-me poeta, cravar o aparo da caneta nos pulsos e escrever-nos a sangue numa página em branco até torná-la um todo, viva e repleta de paixão como nós, quero senti-la pulsar embalada pelo frémito dos nossos corpos, gritar o teu nome sempre que as tuas mãos recriam os contornos meu corpo com a demência de Van Gogh, e ouvir-te repetitivamente no eco de uma página vazia, quero fazer-nos história intemporal narrada por cada onda que abraça a areia, como aquelas ondas, naquela praia onde os nossos lábios se descobriram pela primeira vez.

 

Com Amor

 

Maria

 

P.S. Amo-te

 

 

Texto: Diana V. para Fábrica de Histórias

Imagem: Retirada da Internet

Da Autoria de Diana V. - Diana V. às 04:00 Elo dos Sentidos Únicos
Sentidos Auditivos: I Miss You - Incubus
01 de Fevereiro de 2011

 

Há um quarto cheio de ti no vazio do meu olhar.

Nada vejo, e agora que sou cego

Resta-me apenas o sossego de procurar o teu cheiro em paredes despidas

Decoro-as com ausências e percorro-as com as mãos…

Na ânsia de que estes dedos que te conhecem (tão) bem, te recriem tela vívida de um passado presente…

Se tivesse uma cama por fazer, vestia-a de luto…

 

 

 

Texto: Diana Vinagre

Fotografia:JerónimoAfonso 

Da Autoria de Diana V. - Diana V. às 00:01 Elo dos Sentidos Únicos
30 de Janeiro de 2011

 

 

 

A tempestade tinha piorado nas últimas horas, a chuva violenta nos vidros estimulava as insónias e a trovoada amedrontava-a, embora nunca o admitisse os medos tornavam-na frágil, de todas as metamorfoses a que se permitia, esta era a que menos gostava. Escrevia quando se sentia assim, para vencer as fragilidades e os fantasmas, a escrita tranquilizava-a e ajudava-a a ultrapassar as noites sem sono, entre um cigarro e um copo de vinho. Estava há horas sentada diante da máquina de escrever, e não tinha conseguido acabar uma única frase.

- Perdi-me outra vez, já não me lembro de como se inventam histórias de amor … – Fala sozinha, com as páginas que teimam em ficar em branco, despidas daquela fé inabalável que um dia a fez virar a vida do avesso. Para ela o amor era assim, escrevia-o como o via no olhar dele, preenchia cada uma das linhas do notebook do princípio ao fim, aquele caderno escolhido ao acaso por quem não acredita em coincidências não tinha margens, para ela o amor também era assim sem espaços em branco ou margens para dúvidas.

Há olhares que se encontram até ao mais íntimo da alma, e ele havia sido a janela aberta para o mundo onde a vida a esperava, ele, tão mais corajoso do que ela deixou-a partir quando ela queria ficar no conforto daquele abraço tão maior, ele tão mais sábio do que ela, sabia que não ter nada é preferível a não ter tudo, porque o amor, aquele em que ela acreditava e ele sabia de cor, não podia ser contido ou disperso em frágeis momentos que se quebram à primeira lágrima. Chorou no dia em que ele lhe negou um beijo, e ele sem lágrimas chorou com ela, ter-lhe-ia dito se pudesse que aqueles lábios que lhe oferecia eram sagrados e mereciam mais, muito mais que um beijo roubado entre uma vida e outra, mas a palavra dita enfraquece qualquer gesto, palavras são tão-somente isso, palavras, o que as torna maiores fica nos espaços em branco, nas virgulas e nas reticências, não dizer nada ao invés de dizer tudo e não agir, é a opção correcta, e ele era um homem com carácter, calou-se e com o olhar disse-lhe tudo aquilo que o silêncio torna mais bonito.

- Que raiva, as letras já não dançam ao som da imaginação, estou morta! – Amaldiçoava a inspiração pela ridícula crença de que ela era a única responsável pelo funcionamento do músculo cardíaco, acreditava piamente que existia uma qualquer artéria que alimentava a criatividade através do coração, e que essa era a mesma que o fazia funcionar. Como sempre tropeçou no som das palavras, desenhava-as sobre o papel, gaguejava a meio das coisas que pintam a alma de encarnado traída pela tão peculiar voz de Deus-queira-que-ninguém-me-oiça, as poucas palavras que saíam audíveis eram desalinhadas e aos tropeções, por isso as escrevia, livres de toda e qualquer margem que a voz pudesse conter.

O notebook permanecia intocável desde o dia que ela tinha escrito a carta de despedida que ele nunca iria ler, religiosamente guardado dentro do velho baú com todas as outras coisas que tinham sido deles, aquela última memória antes das histórias que ficaram por escrever nas páginas vazias era de todas a mais egoísta, nunca foi para ele, era só dela, soube-o quando colocou o último ponto final, recusava-se a deixar reticências nestas coisas da vida, conhecia-se bem e não podia correr o risco de se tornar pó durante a espera. Segurou o pequeno caderno entre as mãos trémulas e sentiu-lhe o cheiro das noites mal dormidas, tão forte que lhe ardia nos olhos sob a desculpa quase perfeita para o cair de uma lágrima antes de desfolhar a primeira página, tinha prometido amá-lo até ao último capítulo dos seus dias, e falhou sem dar conta de em qual parágrafo tinha trocado o sentir pelo nada, este mesmo que agora lhe corria nas veias e deixava infértil o sítio onde os romances-pouco-prováveis nascem e se criam. Esqueceu-se da tempestade lá fora de tão atenta que estava com a que irrompia dentro dela, e talvez continuasse assim por longas horas distraída com o próprio reflexo, mas a falta de luz despertou-a para a realidade.

- Maldição, era mesmo o que eu precisava de escuridão a meio das trevas. – Ajoelhou-se no chão e procurou por entre as coisas que foram deles a embalagem de velas que tinha comprado propositadamente para a primeira e última vez em que uniram os corpos cansados de lutar contra o desejo, estava quase intacta, faltavam apenas as que timidamente lhes iluminaram os rostos apaixonados naquela manhã de Inverno, procurou o isqueiro nos bolsos e acendeu uma, sentada sobre o tapete carmim ficou a contemplar a dança da chama por alguns momentos.

- Há uma estranha melodia no fogo que me faz querer dançar…. - Sussurrou, como se pedisse ao vento que entrava pelas frestas da janela que a acompanhasse e a fizesse balouçar como a labareda da vela, olhou para as restantes velas, sorriu enquanto as acendia uma a uma e as espalhava pelo quarto, os pequenos pontos de luz davam-lhe um qualquer alento que não conseguia explicar, faziam-lhe bem ao coração, faziam-na sorrir. Depois de acender a última, enrolou-se na manta axadrezada e deixou-se cair no felpudo tapete carmim.

- Parecem estrelas…. – Inebriada pelo aroma a baunilha e magnólia, a manta acariciava-lhe a pele e aquecia-a, sentia-se tão protegida como naqueles braços que um dia a fizeram sonhar, nos olhos vividos viam-se vários reflexos luminosos, deslizou a mão pelo notebook e sorriu instantes antes de adormecer.

 

 

 Há uma luz especial em todos os que entendem destas coisas, por vezes trémula, por vezes ténue, mas sempre infinita.

  

Texto: Diana Vinagre

Para: Fábrica de Histórias

 

Da Autoria de Diana V. - Diana V. às 19:16 Elo dos Sentidos Únicos
20 de Janeiro de 2011

 

 

Existem muitas mulheres dentro de mim, e todas elas são verdade, nenhuma é personagem inventada conforme a ocasião. Nunca gostei de coisas estáticas, sou como a água em constante movimento, abomino os dias sempre iguais, aqueles que se vestem de rotinas e são quase nada de tudo o que a vida nos oferece.

É fácil lidar com a minha imprevisibilidade, não para todos como é óbvio, para a maioria é assustador, mas tu sabes que se pertencesses aos iguais e aos comuns nunca terias acesso ao meu mundo. É preciso vontade de correr atrás, mas acima de tudo é necessário saber receber cada dia como um presente, que não se sabe o que é, mas que se tem a certeza que se quer…

Não te posso prometer (só) paz, essa só é possível nos dias em que pinto a vida de branco e a minha paleta tem tantas outras cores, e todas elas tão belas e tão importantes, vão existir dias cinzentos por certo, nesses visto-me de encarnado porque gosto de contrariar quando a vida se impõe. Vou sempre tentar provocar reacções, sejam elas quais forem, tal como gosto de texturas, sabores e outras cores, gosto de ver a vida acontecer no olhar dos que amo.

Em todas estas mulheres que vivem em mim, tão heterogéneas e estranhas que quase parecem ter saído de uma pintura do Dali… existe um ponto em comum, todas elas te amam, de formas diferentes mas com a mesma intensidade, pois elas, todas elas… Sou eu.

 

Diana V.

 

P.S. Se tivesse que comparar diria que é semelhante à Montanha Russa, as emoções são díspares, curiosidade, medo, diversão, pânico ... tantas, mas nunca aborrecido

 

 

Texto: Por mim

 

Música: Por ele

 

Da Autoria de Diana V. - Diana V. às 12:27 Elo dos Sentidos Únicos
sinto-me:
tags: ,
13 de Janeiro de 2011

 

Eu acho que nunca te disse que adoro quando esta música toca no teu carro, em vez disso beijo-te, abraço-te e toco-te. Distraio-me com músicas e esqueço-me das horas, Tu esperas… outras vezes não me lembro dos caminhos porque estava a recordar um qualquer lugar nosso, Tu explicas outra vez, e nem sempre consigo dizer o que sinto porque… em vez disso beijo-te, abraço-te e toco-te… ou preciso de tempo para compreender o que sinto e poder voltar a beijar-te, abraçar-te e tocar-te…

 

 

P.S. Quando saí, tinha a certeza que dirias, ou farias qualquer coisa que me detivesse, tu não deixarias o dia acabar assim, enganei-me e o orgulho não me deixou voltar atrás. Depois pensei que eu não podia deixar o dia acabar assim, e enquanto eu pensava, Tu…. E eu sabia que… Tu não deixarias o dia acabar assim…

 

Da Autoria de Diana V. - Diana V. às 00:52 Elo dos Sentidos Únicos
29 de Dezembro de 2010

 

... nem sempre o que peço é o que quero...

Da Autoria de Diana V. - Diana V. às 01:41 Elo dos Sentidos Únicos
26 de Dezembro de 2010

 

 

Cada minuto sem ti tem a precisão de uma eternidade.

Arranco os ponteiros do relógio e desfaço as horas vazias.

Há um tempo depois de ti que me fere os dedos, gelam quando não te tocam e abrem-se chagas tão profundas que sinto a alma a esvair-se por elas.

 

Diana V.

 

Imagem: Retirada da Internet

Da Autoria de Diana V. - Diana V. às 00:11 Elo dos Sentidos Únicos
tags: , ,
03 de Dezembro de 2010

 

 

 

O meu Mundo estremeceu no dia em que vieste a correr para o meu carro a pedir-me um abraço como se fosse o último desejo de um condenado no corredor da morte.

 

Tens razão, aquele momento merecia um beijo, tu merecias um beijo, eu devia-te um beijo…

 

Fui egoísta, não te dei o beijo que os teus olhos imploravam e que eu secretamente desejava, guardei-o…

 

… Até à Aguda que reinventámos.

 

Aquele (primeiro) beijo que não te dei merecia o Mar como Banda Sonora e as Estrelas como Cenário, a noite ficou mais bonita só porque os nossos lábios se uniram pela madrugada até ao despertar de um novo dia… desde esse dia, todas as auroras são nossas… e o verbo Beijar na primeira pessoa do plural passou a pronunciar-se com SABOR (A)Mar …

 

Diana V.

 

 

P.S. ... e aquela mensagem com a música contada ao segundo...

Da Autoria de Diana V. - Diana V. às 00:03 Elo dos Sentidos Únicos
sinto-me:
Sentidos Auditivos: Don't Stop Believing - Journey
tags: ,
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